Letras

Por: http://www.youtube.com/user/clemesoncsc

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O Teatro Mágico – Composição: Fernando Anitelli

O metrô parou
O metro aumentou
Tenho medo de termômetro

Tenho medo de altura
Tenho altura de um metro e tanto
Me mato pra não morrer

Minha condição, minha condução
Meu minuto de silêncio
Meus minutos mal somados
Sadomasoquismo são

Meu trabalho mais que forçado
Morrendo comigo na mão

[Pra dilatarmos a alma
Temos que nos desfazer
Pra nos tornarmos imortais
A gente tem que aprender a morrer
Com aquilo que fomos
E aquilo que somos nós]

Amadurecência

Escrito por mairocas em outubro 28th, 2009 em Letras

A poesia prevalece!!!
O primeiro senso é a fuga.
Bom…
Na verdade é o medo.
Daí então a fuga.
Evoca-se na sombra uma inquietude
uma alteridade disfarçada…
Inquilina de todos nossos riscos…
A juventude plena e sem planos… se esvai
O parto ocorre. Parto-me.
Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias
Flagelo-me
Exponho cicatrizes
E acordo os meus, com muito mais cuidado.
Muito mais atenção!
E a tensão que parecia não passar,
“O ser vil que passou pra servir…
Pra discernir…”
Pra pontuar o tom.
Movimento, som
Toda terra que devo doar!
Todo voto que devo parir
Não dever ao devir
Não deixar escoar a dor!
Nunca deixar de ouvir…

com outros olhos!

O Mérito e o Monstro

Escrito por mairocas em outubro 28th, 2009 em Letras

O Teatro Mágico – Composição: Fernando Anitelli

O metrô parou
O metro aumentou
Tenho medo de termômetro

Tenho medo de altura
Tenho altura de um metro e tanto
Me mato pra não morrer

Minha condição, minha condução
Meu minuto de silêncio
Meus minutos mal somados
Sadomasoquismo são

Meu trabalho mais que forçado
Morrendo comigo na mão

[Pra dilatarmos a alma
Temos que nos desfazer
Pra nos tornarmos imortais
A gente tem que aprender a morrer
Com aquilo que fomos
E aquilo que somos nós]

Cidadão de Papelão

Escrito por mairocas em outubro 28th, 2009 em Letras

Composição: Fernando Anitelli/Maíra Viana

O cara que catava papelão pediu
Um pingado quente, em maus lençóis, nem voz
Nem terno, nem tampouco ternura
À margem de toda rua, sem identificação, sei não

Um homem de pedra, de pó, de pé no chão
De pé na cova, sem vocação, sem convicção

À margem de toda candura
À margem de toda candura

Cria a dor, cria e atura
Cria a dor, cria e atura

Um cara, um papo, um sopapo, um papelão

O cara que catava papelão pediu
Um pingado quente, em maus lençóis, à sós
Nem farda, sem tampouco fartura
Sem papel, sem assinatura
Se reciclando vai, se vai

À margem de toda candura
À margem de toda candura

Não habita, se habitua
Não habita, se habitua

Um homem de pedra, de pó, de pé no chão

Pena

Escrito por mairocas em outubro 28th, 2009 em Letras

Pena (O Teatro Mágico) – Composição: Fernando Anitelli e Maíra Viana

O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Um sorriso por ingresso
Falta assunto, falta acesso
Talento traduzido em cédula
E a cédula tronco é a cédula mãe solteira

O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Acordes em oferta, cordel em promoção
A Prosa presa em papel de bala
Música rara em liquidação

E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A Luz acesa
Lá se dorme um sol em mim menor

[Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior]

O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
A porcentagem e o verso
A rifa, a tarifa e refrão
Talento provado em papel moeda
Poesia metamorfoseada em cifrão

O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
Meu museu em obras, obras em leilão
Atalhos, retalhos, sobras
A matemática da arte em papel de pão

E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A luz acesa
Já se abre um sol em mim maior

[Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior]

Opus Erectus (Allegro ma nem tanto)

Escrito por mairocas em outubro 28th, 2009 em Letras

Sina Nossa

Escrito por mairocas em outubro 28th, 2009 em Letras

Mia Senhora,
És de lua e beleza,
És um pranto do avesso,
És um anjo in verso,
Em presença e peso,
Atrevo-me e atravesso
Pra perto do peito teu

Teu sagrado e tua besteira,
Teu cuidado e tua maneira de discordar da
dor,
De descobrir abrigo entre tanto amor,
Entretanto a dúvida,
A musica que casou,
Um certo surto que não veio

Há uma alma em mim,
Há uma calma que não condiz
Com a nossa pressa
Com o resta que nos resta
Lamentavelmente eu sou assim

Um tanto disperso
As vezes desapareço
Pois depois recomeço
Mas antes me esqueço

Nossa sina é se ensinar
A sina nossa é.

Si Atromiso

Escrito por mairocas em outubro 28th, 2009 em Letras

Criado-Mudo

Escrito por mairocas em outubro 28th, 2009 em Letras

Eu acho que
Tenho certeza daquilo que eu quero agora
Daquilo que mando embora,
Daquilo que me demora

Eu acho que
Tenho certeza daquilo que me conforma
Daquilo que quero entender
E não acomodar com o que incomoda

Não acomodar com o que incomoda

E quando eu vou
É quando eu acho que
Onde é que eu tô
É pouco e tanto faz

Seja o que for,
Seja o que surge e some
Seja o que consome mais
Seja o que consome mas
Faz

E a historia que
Nem passou por nós
Direito ainda,
Pr’onde é que foi?

Sonho de Uma Flauta

Escrito por mairocas em outubro 28th, 2009 em Letras

Nem toda palavra é aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Avião parece passarinho que não sabe bater asa
Passarinho voando longe parece borboleta que fugiu de casa

Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente pois somos semente do que ainda virá

A gente parece formiga lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração

A nuvem parece fumaça tem gente que acha que ela é algodão
Algodão às vezes é doce mas, às vezes, é doce não

Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah! E o mundo é perfeito!?!
E o mundo é perfeito!?!
E o mundo é perfeito.

Eu não pareço meu pai, nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa, sei que incerteza traz inspiração

Tem beijo que parece mordida,
tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga,
tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem sorriso que parece choro,
tem choro que é pura alegria
Tem dia que parece noite
e a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo,
tem o novo que quer ter motivo
Tem sede que morre no seio,
nota que fermata quando desafino

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais

Agenda

TMTV

A campanha SEU SANGUE É RARO: DOE, foi idealizada pelos participantes da comunidade “O Teatro Mágico – MG” tendo como objetivo estimular a doação de sangue e o cadastro de doadores de medula óssea, para contribuir com o banco do Hemocentro de Belo Horizonte.  A campanha será realizada no dia 17/07/2010 de 08:00 à 12:00 horas no Hemominas situado à Rua Alameda Ezequiel Dias, 321 Bairro: Santa Efigênia, CEP: 30130-110, contato: (31) 3248-4500. Incentivando a campanha SEU SANGUE É RARO: DOE, foram doados pelo grupo “O Teatro Mágico”, 2 (dois) kits, um feminino e um masculino, contendo CDs, DVD, camisa e adesivo, que será sorteado entre doadores. O sorteio será realizado no mesmo dia, logo após o encerramento do horário descrito acima. As pessoas que não puderem doar, mas que levarem duas ou mais pessoas que efetivem a doação, também estarão concorrendo ao kit.  Também estará concorrendo ao kit quem realizar o cadastro para doação de medula óssea. A campanha visa levar cada vez mais pessoas à doação de sangue e não apenas o sorteio do Kit, que é apenas um atrativo da Campanha no dia especificado. Vale ressaltar que poderá participar qualquer pessoa que cumpra os requisitos exigidos pelo Hemominas e a doação de sangue pode ser feita todos os dias.

· Campanha sem fins lucrativos!
· Um gesto simples que pode salvar vidas! O processo é simples, rápido e não dói!


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